Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil. Licença: CC BY
Cobertura: Mario Gazzola
Brasil tinha que jogar bem para terminar líder do grupo C: jogou. Marrocos era ameaça: venceram, mas não tiveram vida fácil contra o Haiti. O terceiro gol do Brasil foi digno da surfada do Matheus Cunha e da lustrada na chuteira do Bruno Guimarães: jogo coletivo, assistência sem vaidade, seleção goleando! Bruno tocou, Matheus converteu.
Don Carletto aproveitou o Ney! Depois de MÓ COTA sem ele em campo pela seleção, o eterno Menino da Vila agracia o gramado aos 75 na contagem: jogou discreto, mas jogou direitinho. Endrick também entrou em campo, só que mais tarde. Mas o placar ficou assim mesmo: um, dois, TRÊS a zero pros brasucas. Podia ser quatro? Teve ladroagem tirando a tripletta do Vini? Independente de qualquer coisa, a seleção somou os três que precisava.
Destaques? Alisson fez grandes defesas na segunda etapa. A muralha fechou as redes em vários lances difíceis, demonstrando a segurança que os pentacampeões precisam pra acreditar no hexa. Vinícius Júnior, indiscutivelmente, foi o homem do jogo. O melhor em campo. Atuação impecável.
Os gramados voltam a sentir o peso das chuteiras brasileiras na segunda-feira braba, dia 29. Ainda não se sabe quem será o adversário neste primeiro jogo de mata-mata. O mais provável? Japão: basta um empate com a Suécia e uma vitória da Holanda contra a Tunísia pra isso acontecer. Se os tamanqueiros tropeçarem ou saldo de gols do Japão acabar maior, passam a ser os holandeses os contemplados.
Os vikings da Suécia seriam os menos prováveis porque, além da obrigação de vencer aos japoneses, ainda teriam que contar com difíceis critérios de desempate para assumir a vice-liderança do grupo.
Agora é ajustar de novo as expectativas. Chances, todos têm; aproveitar é outra história.

